Sábado, Dezembro 31, 2005

Plano tecnológico – Criativo? Inovador? Ou, apenas um plano?

A minha visão sobre o nosso país pode ser um pouco pessimista mas apenas me limito a ver o que tenho à minha frente.
Aquilo que me parece que acontece constantemente em Portugal é que há uma necessidade muito grande em tentar acompanhar os países europeus sem analisar verdadeiramente aquilo que se passa cá dentro.
Mas este problema vem de há muitos anos atrás. Desde a Revolução Agrícola que Portugal está 100 anos atrasado em relação aos outros países. Ora, esse atraso vem-se notando até aos dias de hoje.
E aquilo que me parece que se faz muitas vezes é “tapar” buracos. Ou seja, passa-se por cima daquilo que está mal para se tentar implantar uma medida que deu resultado noutro país. Mas como existiam problemas anteriores que não foram resolvidos, as mesmas medidas que funcionam algures num país da Europa não funciona em Portugal.
Mas também isto vem de há muitos anos, esta atitude está nas características dos portugueses “fazer castelos no ar”. E é isso que aqui se faz, fala-se, fala-se, mas quando chega a altura de fazer… nem sempre se faz! Pior… Quando se faz o “porteguesinho” queixa-se porque vai demorar muito tempo a ver resultados! Claro que assim não se anda para a frente! O problema não está só em quem governa, está em quem é governado. Os portugueses não sabem pensar a longo prazo e quando não se consegue pensar assim é muito difícil implantar algumas medidas.
Creio que é o que se vai passar com o plano tecnológico.
Em primeiro lugar, as principais áreas abrangidas são relativamente novas para a maior parte das pessoas. A faixa etária a partir dos 40 anos não está familiarizada com as tecnologias para que se possa fazer aquilo que está previsto no plano tecnológico.
E se pensarmos em termos de Educação vemos que é não é fácil cumprir as medidas previstas. Um dos objectivos é fazer com as crianças comecem desde pequenas a ter contacto com as tecnologias, mas se um professor não conhece nem sabe trabalhar com essas tecnologias como é q vai ensinar ao aluno o que fazer? Portanto, aqui vemos que existem algumas falhas no que respeita a educação. E podemos continuar. O professor pede a uma turma de 29 alunos para ir ao site do Gave buscar uns critérios de correcção de uma prova. No dia seguinte apenas 4 alunos tinham conseguido o que lhe tinha sido pedido. Os outros queixaram-se por dois motivos, ou não tinham Internet em casa ou não tinham o programa que era necessário (Acrobat Reader). Ora, como vemos, o ideal era começar por aqui. Primeiro dar as ferramentas todas e mostrar que realmente é necessário saber “mexer” nas tecnologias e só depois exigir mais alguma coisa.
Quem fala na educação fala noutros ramos. Aquilo que me parece do plano tecnológico é que é ligeiramente optimista. Portugal não é um país igual aos outros. Há muitas coisas que parece que funcionam nos outros países e em Portugal não!
Mas provavelmente isso tem tudo a ver com as mentalidades que aqui existem. O “português” quer sempre mais do que aquilo que tem, mas quando tem que fazer algo para o obter, acha que dá muito trabalho! Se metade das pessoas pensar assim, como é que um “plano tecnológico” vai funcionar?!?
Acho que o plano tecnológico devia ter tido um “pré-plano” para tentar mudar mentalidades, quanto mais não fosse para familiarizar as pessoas com a Sociedade de Informação.
E só depois de dadas as ferramentas é que se pode querer chegar a todos os pontos do plano em acção. A meu ver não vai ser fácil e os prazos não vão ser cumpridos. Os portugueses são teimosos e é difícil mudar a sua mentalidade.
Será então este plano inovador?!? Pois não sei! Em Portugal parece ser, mas se compararmos com o resto da Europa talvez não seja. E será que devemos comparar?!? A mim parece-me que sim… Talvez quando vir resultados positivos comece a acreditar mas para já fico com os pontos negativos com que já tive contacto…

11 de Setembro de 1950????

Terrorismo é o uso de violência, física ou psicológica, por indivíduos, ou grupos políticos, contra a ordem estabelecida. Entende-se, no entanto, que uma dada ordem pública também possa ser terrorista na medida em que faça uso dos mesmos meios, a violência, para atingir seus fins.

11 de Setembro de 1950????
A sociedade em que hoje vivemos não é a mesma de há 50 anos atrás. Passámos para a sociedade de informação onde a rapidez prima na vida do quotidiano. A pressa é o mote de todos os dias. Assim sendo, a adaptação a este tipo de vida é mais fácil para uns do que para outros. E é na facilidade que conseguimos distinguir aqueles que fazem a Sociedade de Informação.
Os telemóveis, a Internet, os computadores e os jogos são os principais instrumentos desta sociedade. Quem se adaptar a eles e conseguir conviver, bem, na sua “presença”, consegue sobreviver nesta sociedade. Mas não são só aspectos positivos que derivam desta sociedade. Os perigos que dela advêm também são muitos e muito perigosos. A privacidade, o controlo das pessoas, a própria mobilidade de cada um de nós pode, eventualmente ser controlada. Mas da mesma maneira que a nossa vida pode ser controlada pode, também, ser enganada. Ou melhor, com os devidos conhecimentos eu posso enganar quem eu quero.
E esses conhecimentos são muito fáceis de obter uma vez que na Internet eu posso encontrar mil e um artigos sobre mil e um temas! Com um jogo de computador eu posso aprender a pilotar um avião, mas se for a um simulador (até mesmo num salão de jogos públicos) eu posso ter uma sensação ainda mais real do que é pilotar um avião; posso comunicar através de emails sem ser detectado; posso comprar vários telemóveis (dada a oferta existente) para não utilizar sempre o mesmo; consigo criar uma entidade completamente diferente da minha para que ninguém saiba que sou eu…posso fazer praticamente tudo o que quiser.
Com certeza também posso utilizar todos estes meios para fazer mal a alguém, individual ou colectiva, sem ser apanhada.
E é esta nova era de assaltos, chantagens, crimes, terrorismo que vamos ter que aprender a lutar. O que se torna extremamente difícil. É impossível controlar tudo o que se passa no mundo cibernáutico. E é fácil aproveitar essas falhas quando se quer fazer algo de muito mau. E foi isso que nos trouxe, ou que nos abriu os olhos os ataques as Torres Gémeas na metrópole mais famosa do mundo. E nasce, mesmo à nossa frente, um “novo” terrorismo.
Apesar de todas as diferenças de religiões, de comportamentos, de vidas e vivências, a tecnologia pode ser aproveitada por todos. Além de estar acessível a todos nós cada um pode fazer dela o que bem entender porque não há controlo, nem segurança nem vigilância. E como não existe nada disto conseguiu-se fazer um “11 de Setembro”.
No ano de 2001 a Internet estava a começar a dar a volta. Depois do rebentar da bolha, os negócios começam a crescer outra vez e a Internet recomeça a dar lucros. Mas esses lucros foram aproveitados em benefício de uma causa diferente da causa que move os ocidentais. Al Quaeda, Ossama Bin Laden, Afeganistão, são nomes que começam a surgir nas nossas casas de uma maneira muito agressiva. Mas eles sempre lá estiveram! Simplesmente agora, utilizaram as ferramentas de que os ocidentais tanto se vangloriavam, e utilizam-nas contra a maior potência de mundo. Uma potência inabalável que se demonstrou fraca perante os perigos da tecnologia.
Com certeza que há 50 anos atrás um ataque desde género não teria sido possível, pelo menos com tanta precisão. Ou talvez fosse mas demoraria mais tempo a preparar e talvez fosse mais fácil apanhar os culpados. Aquilo que as tecnologias permitiram de bom depois dos ataques, fez com que duas estruturas caíssem por terra, em cinzas. Mas não foram só essas estruturas físicas, de betão, de pedra e cimento que foram abaladas. Foi toda uma filosofia de vida, toda uma economia, toda uma sociedade que muda, completamente, a sua maneira de pensar. As tecnologias transformaram a sociedade. Tornaram muitas coisas possíveis, aproximaram pessoas e até cidades; facilitaram a economia e a governação dos países, mas dificultaram o controlo das informações que passam na sociedade em rede. Em rede… uma informação leva a outra, um site leva a uma comunidade, uma comunidade leva a um chat, um chat leva a uma conversa, uma conversa leva a um encontro e um encontro pode levar a muitas coisas.
Aquilo a que assistimos foi a um “aprumo” no pensamento. Se no início as tecnologias só traziam aspectos positivos, a partir deste 11 de Setembro muitos outros podem surgir (como aconteceu por exemplo em Madrid) sem ninguém se dar conta.
A informação está toda no ar. Ela existe. É palpável. Mas está incluída numa imensidão de dados que só nas mãos das pessoas certas surte efeito. Ficou provado que todas as sociedades são Titanics, todas elas se podem afundar sem nunca se darem conta…

100 ou 500 gramas??

"A imaginação é mais importante que o conhecimento."
Albert Einstein


Inovação
Derivação fem. sing. de inovar
Inovação à s. f., acto ou efeito de inovar; coisa introduzida de novo; renovação.
Inovar
Conjugar do Lat. innovare
v. tr., tornar novo; mudar ou alterar as coisas, introduzindo-lhes novidades; renovar.

Criatividade
s. f., capacidade criadora; aptidão para formular ideias criadoras; originalidade; engenho.


Algumas definições de inovação:
* Capacidade de elaborar teorias científicas, inventar instrumentos e / ou aparelhos, ou produzir obras de arte;
* A capacidade de produzir coisas novas e valiosas;
* A capacidade de desestruturar a realidade e reestruturá-la de outras maneiras;
* O acto de unir duas coisas que nunca haviam estado unidas e tirar daí uma terceira coisa;
* Uma técnica de resolver problemas;
* Uma capacidade inata que é bloqueada por influências culturais e ambientais.


" A criatividade está dentro de nós. Basta saber como despertá-la. "


"Criatividade de Vários Pontos de Vista

Sob o ponto de vista humano
Criatividade é a obtenção de novos arranjos de ideias e conceitos já existentes formando novas tácticas ou estruturas que resolvam um problema de forma não comum, ou obtenham resultados de valor para um indivíduo ou uma sociedade. Criatividade pode também fazer aparecer resultados de valor estético ou perceptual que tenham como característica principal uma distinção forte em relação às "ideias convencionais".

Sob o ponto de vista cognitivo
Criatividade é o nome dado a um grupo de processos que procura variações num espaço de conceitos de forma a obter novas e inéditas formas de agrupamento, em geral seleccionadas por valor (ou seja, possuem valor superior às estruturas já disponíveis, quando consideradas separadamente). Podem também ter valor similar às coisas que já se dispunha antes mas representam áreas inexploradas do espaço conceptual (nunca usadas antes).

Sob o ponto de vista neurocientífico
É o conjunto de actividades exercidas pelo cérebro na busca de padrões que provoquem a identificação perceptual de novos objectos que, mesmo usando "pedaços" de estruturas perceptuais antigas, apresentem uma peculiar ressonância, caracterizadora do "novo valioso", digno de atenção.

Sob o ponto de vista computacional
É o conjunto de processos cujo objectivo principal é obter novas formas de arranjo de estruturas conceituais e informativas de maneira a reduzir (em tamanho) a representação de novas informações, através da formação de blocos coerentes e previamente inexistentes."

Por tudo isto que foi escrito não me parece que “inovação” e “criatividade” sejam, efectivamente, a mesma coisa. Embora os seus caminhos se cruzem constantemente elas significam coisas diferentes.
Aquilo que me parece é que não há criatividade a mais. Há sim outros factores que condicionam essa criatividade. Há mercados, há estruturas, há clientes, há competitividade, há correntes que têm que ser seguidas para não ficarmos atrás dos outros.
Mas essa criatividade não é a mais quando funciona como uma mais valia para a organização. Quando traz lucro, quando fideliza clientes, quando passa para outro nível de criatividade! Aí sim, a criatividade nunca é em demasia.
O problema está, quando essa criatividade não é feita de uma forma sustenta nem é tratada como uma mais valia. Mas sim, como alguma coisa que tem que ser feita só porque outros fizeram.
Os departamentos, de algum modo recentes, de I & D servem precisamente para estudar os mercados em que se está inserido e verificar até que ponto é compensatório criar algo novo. Porque, muitas das vezes, o problema não está em criar, o problema está em manter esse produto. E é a isto que estamos a assistir na nossa sociedade. A cada produto “principal” existem mil e um derivados. Mas se a gestão, a comunicação e a manutenção desse produto não for bem feita, então ele acaba por morrer, por mais criativo que seja.
Não chega criar. É preciso saber se vale a pena criar, para que é que se está a criar, para quem e se vai sobreviver no mercado…
Claro que toda esta criatividade nasce da própria sociedade em que estamos inseridos. Se a sociedade se caracteriza pela rapidez, quer dizer que qualquer produto que existe vai durar cada vez menos. Logo, tem que se gerar mais alguma coisa para substituí-lo. É isso que faz com que a criatividade seja ou não a mais. Ela tem que ser pensada e apenas gerada. Porque conciliar criatividade e inovação é o objectivo de todas as organizações. Com certeza umas sabem faze-lo melhor que outras. Por isso “aquela” ideia resultou daquele lado e não do meu…



Sábado, Dezembro 10, 2005

Sem ou Cem Fios?!?

Neste artigo de Umberto Eco parece que encontramos um negativismo muito cerrado à mobilidade que o telemóvel trouxe à nossa sociedade.
Afinal é disso que se trata, a facilidade da vida moderna implica transformações como as que os telemóveis nos impuseram.
Não me parece, de todo, que sejam más estas transformações. Obviamente que temos que olhar ao contexto em que elas operam. Com certeza que o telemóvel “serve para nada a uma pessoa que esteja a fazer pesquisa sobre Aristóteles nem ajuda alguém que esteja a quebrar a cabeça sobre a existência de Deus.” E com certeza que é bastante útil para pessoas que têm que estar sempre contactáveis. Mas quem é que define “contactável”?? Essa é a questão!
A sociedade de informação prima pela rapidez, pela mobilidade, pela personalização. O telemóvel é isto tudo e muito mais! Quem nasce na sociedade dos nossos dias tem este objecto como próprio do ser humano, já faz parte dele.
A geração mais nova faz tudo através do telefone móvel. Faz e recebe chamadas, escreve e envia sms, tira fotos, vê as horas, vê um vídeo, joga ao “Quem quer ser milionário”, procura um cinema para ir…Isto para falar do mais banal dos dias que correm.
Com certeza que o Sr. Umberto Eco já utilizou o telemóvel sem ser para “para chamar um táxi ou para informar os familiares em casa de que o comboio está com três horas de atraso” aliás, ele próprio reconhece os benefícios do telemóvel.
O facto de se deixar de usar um objecto para se passar a usar outro não implica que seja uma mudança má. Implica sim, que estamos a evoluir e que a sociedade consegue acompanhar essa mudança. E como mudança gera, quase sempre conflito, é bom saber que a geração que aí vem não tem “medo “ de usar estas tecnologias que tanto assusta uma parte da população.
Claro que a comunicação instantânea pouco ou nada tem a ver com os temas da “vida” ou da “morte”, mas tem tudo a ver com o resto: uma tomada de decisão, uma consulta que se consegue depois de 6 meses à espera, um exame que já está pronto…tantas coisas que se resolvem pelo telemóvel que me parece demasiado egoísta pensar que conseguia viver sem ele.
Eu sei que não consigo! Será que alguém consegue?!?

Segunda-feira, Dezembro 05, 2005

Não há coincidências!

Sexta-feira, Dezembro 02, 2005

As relações interpessoais e a Sociedade de Informação

“Se tudo o que há é mentira
É mentira tudo o que há…”


Já dizia Fernando Pessoa. E agora ainda mais. A sociedade não é o que parece, uma pizza não é só uma pizza, uma escolha não é só uma escolha, uma atitude não é só uma atitude, uma pessoa não é só uma pessoa…
Uma pessoa é um actor/actriz, um(a) personagem, alguém que se limita a interpretar um papel ou apenas a ser o que alguém espera que nós sejamos… Hoje em dia é assim.
Somos tudo aquilo não somos mas não somos aquilo que realmente gostaríamos de ser. E porquê?!? Porque alguém está à espera de alguma coisa. Seja uma atitude, um sorriso, um grito, qualquer coisa…
Mais tarde, posso ou não, ser aquilo que gostava de ser noutras alturas do meu dia ou da minha vida; à noite estou no meu computador a navegar por onde EU quero, pelos sites que EU gosto, dizendo o que EU quero, escolhendo os parceiros que EU aprecio, finalmente, estou a fazer o que EU QUERO.
Atrás de uma máquina podemos fazer tudo, ninguém está a ver, não há ninguém para nos reprimir. Por isso a sociedade mudou, as pessoas mudaram. Agora podemos ser ainda mais do que já éramos mas nunca somos o que somos! Como é que conseguimos viver num mundo assim? Tudo o que fazemos é mentira? Vivemos num filme? Será que chegamos a ser nós próprios? Quando? Onde?
Tudo o que há na Web é a nosso favor. Já passámos da costumização para a personalização, ou seja, tudo o que escolhemos tem a ver com o nosso gosto. Mas será que o mesmo acontece nas relações que estabelecemos na Internet? Somos verdadeiros ou continuamos a ser actores?!
Será que o mundo digital não é um escape à realidade de cada um?! Será que não é na net que mostramos o que realmente somos?! Será que não é num chat que realmente dizemos aquilo que queremos?!
Mas assim, afinal, a Sociedade de Informação não uma coisa má! É, pelo contrário, uma coisa boa! Afinal, é na Internet que eu digo a verdade! Claro que sim! É agora que posso dizer mal do meu chefe; posso chegar atrasada e ninguém me diz nada; posso fingir que grito e ninguém me reprime. Posso fazer TUDO; posso ser quem eu quiser ser, dizer o que me apetece sem que ninguém espere nada de mim! Eu sou o que EU QUERO!
Mas se eu for gorda, feia, com uns cabelos horríveis, umas roupas de há dois séculos, será que eu vou dizer isto?! Não, claro que não. E aí, onde está a verdade?! Onde é que ela fica?! Fica na mentira! Fica nas frases em que eu me descrevo como alta, loira, de olhos azuis, tipo top model. A agora a mentira é a minha verdade. Porque só aqui, só nestes chats, nestes programas, nestas páginas do mundo digital eu posso fugir do mundo real e criar o MEU próprio MUNDO! Aqui sou eu que mando; não há ninguém para dizer mal ou bem, para me reprimir ou não; aqui sou LIVRE…
E é esta dictomia de sentimentos que separa, muitas vezes, os teóricos desta matéria. Será benéfico para o indivíduo?! Ou será que é mau porque mentimos?!
Mas será que esta mentiras não são boas para cada um de nós se sentir bem?! Se sentir livre?! Sem ter que fazer o que os outros estão à espera?! Isso é condenável?!
Não sei…
Então temos que condenar muitas outras coisas… Encontrar amigos pelo Hi5??? Passar o dia todo a falar no MSN??? Falar ao telefone pelo telemóvel??? Fazer strip pela web cam??? Isso não é condenável?!?
Não sei…
Mas parece-me que mentir para nos sentir bem não é um erro. Claro que essa mentira não pode prejudicar ninguém. Até porque a minha liberdade acaba quando vou contra a liberdade do próximo… Mas não é isso que acontece aqui… Estou apenas mentir para me sentir bem, ou a gritar porque foi o que me apeteceu no trabalho… Estas situações não fazem mal a ninguém, pois não?!?

Domingo, Novembro 20, 2005

O Google!

INTRODUÇÃO
A Google foi fundada em 1998 por Larry Page e Sergey Brin, dois estudantes Doutorados da Universidade de Stanford. Em Junho de 1999, a empresa privada anunciava ter assegurado $25 milhões de dólares em financiamento de capital. Os sócios fundadores incluem a Kleiner Perkins Caufield & Byers e a Sequoia Capital. A Google presta serviços através do seu próprio site público, www.google.com, e também oferece soluções de pesquisa na web, em associação com provedores de conteúdo.
A Google propõe-se a oferecer a melhor experiência de pesquisa na Internet, ao tornar a informação mundial acessível e útil a nível universal. Responsável pelo desenvolvimento do maior motor de busca do mundo, a Google oferece o caminho mais rápido e fácil para encontrar informação na web. Com acesso a mais de 1,3 bilião de páginas, a Google proporciona resultados relevantes para usuários de todo o mundo, normalmente em menos de meio segundo. Actualmente, a Google responde a mais de 100 milhões de consultas por dia.

O QUE GOOGLE FAZ PARA TER SUCESSO
O sucesso do Google tem muito a ver com as opções que são oferecidas aos utilizadores para que seja fácil procurar aquilo que pretende. Assim, são desenvolvidos muitos projectos afim de que o Google, um dos principais motores de busca, continue popular.
A primeira grande diferença que destaca o Google dos outros motores de busca é o facto da informação apresentada estar organizada. Aquilo que o Google faz é mostrar, em primeiro lugar, as 10 páginas mais vistas sobre o assunto a ser pesquisado.
Por exemplo, a utilização das aspas mostra-se importante porque quando o Google encontra um site que contém a frase procurada e a coloca em primeiro lugar, está a informar que não apenas contém esse critério, mas também que é o mais visitado entre os que coincidem com a busca.
O Google lançou um novo sistema de pesquisa de notícias que consulta mais de quatro mil sites. Pode aceder-se ao novo serviço, baptizado de Google News, a partir de um link na página principal do Google que oferece notícias em tempo real de portais de todo o mundo mas apenas em inglês.
As notícias podem ser localizadas em categorias como internacional, finanças, sociedade, tecnologia e desporto. Porém, o site não vai contratar editores para controlar o serviço, uma vez que usará a mesma tecnologia da busca principal, que organiza automaticamente os resultados segundo a sua relevância.
Agora temos o Google earth cuja ideia principal é “combinar as funcionalidades dos sistemas de informação geográfica com a força dos motores de busca”. Com mais esta ideia, o Google vê o seu poder aumentar perante a Microsoft.
Mas já em desenvolvimento o Google pretende dar informação não só em PC’s mas também em dispositivos móveis. A ideia já está em teste nos Estados Unidos e espera-se que saia para o mercado muito brevemente.
Para comprovar todo o sucesso do Google a língua inglesa até já usa o verbo to google. Ora, com este exemplo, como é que não se pode perceber o sucesso do Google?!?
Para finalizar, o Google tem duas propostas mais ambiciosas as que não são impossíveis. O Google Scholar (scholar.google.com) e o Google Print (print.google.com) onde se pode obter informações sobre livros e artigos no primeiro e no segundo pode-se visualizar “páginas de livros que contenham ocorrências de palavras-chave inseridas pelos utilizadores”.

Segunda-feira, Outubro 24, 2005

A Sociedade de Informação e a Telepizza!




A TELEPIZZA E A SOCIEDADE DE INFORMAÇÃO


Escolhas, escolhas, escolhas…. Todos os dias temos que fazer inúmeras escolhas, optar por diversas situações que já nem damos pelo que fazemos. Já faz parte de nós!
E cada vez mais se vai tornar difícil escolher. Por onde quer que passemos, para onde quer que olhemos, temos tantas hipóteses de escolha que às vezes não é nada fácil tomar uma decisão. Até quando vamos a um restaurante temos dificuldade em escolher o que vamos comer! E note-se, em princípio só temos que escolher uma coisa que gostemos, nada mais!
Mas talvez aí se encontre o nosso problema. De que é que nós gostamos?! Do que é que eu gosto?! Se a pergunta for feita assim, com certeza que a pessoa a quem perguntamos isso vai responder qualquer coisa como “gostar de quê? Gosto de tanta coisa…” Mas conseguiu ela explicitar de que é que gosta?! Talvez não. E não é de admirar!
A cada dia que passa somos invadidos por tantas coisas novas que nem sequer damos conta… basta pensar na nossa rotina, ou não, diária!
Quando lavamos os dentes de manhã lavamos com aquela pasta, mas porquê aquela?! Enquanto estamos a tomar o pequeno-almoço comemos aqueles cereais e bebemos aquele leite, mas porquê aqueles dois?! Entretanto, já a caminho do trabalho ou da faculdade tivemos o azar de escolher aquele caminho, aquele que naquele momento está com mais trânsito, e pegamos no telemóvel, daquela marca para avisar que vamos chegar atrasados. Mas porquê aquela marca de telemóvel e aquele modelo?! E o dia ainda mal começou e já estamos fartos de fazer escolhas…
Já em frente ao nosso computador olhamos para o desktop que mostra uma imagem que “sacámos” ontem do google e escolhemos qual o jornal diário que vamos começar por ler. Lemos e-mails, respondemos, vemos umas newsletters interessantes e acabamos a decidir a quem vamos enviar aquele link daquele site giríssimo que encontrámos.
Quando pensamos em tudo o que já vimos chegamos à conclusão que apenas em 20, 30 minutos conseguimos navegar, escolher, optar e interagir com inúmeras páginas na tão vasta Web.
Escolhas, mais escolhas, e mais escolhas…
E, como chegamos a casa deveras cansados, vamos ligar para a Telepizza para ser mais rápido e não ser preciso ir para a cozinha.
E, quando tudo parecia fácil, eis quando tudo se complica.
Antes de fazer qualquer pedido tivemos que dar os nossos dados pessoais quase todos: desde o nome, óbvio, passando pela data de nascimento até ao nosso e-mail. Mas porquê o e-mail?!? “Para receber as novidades da Telepizza sem precisar deslocar-se à loja ou sem ter que se preocupar se tem o nosso flyer no correio”…
E assim foi. Depois de dar o e-mail, pensei eu que ia pedir a minha pizza, pensei eu…
Pois que quando dou por mim tive que fazer tantas escolhas que quase perdi a fome!
Primeiro tive que decidir o tamanho da pizza mas, se por acaso vivesse no outro lado da cidade podia aproveitar uma promoção que estavam a fazer. Depois tive que escolher qual o tipo de massa que prefiro e claro, que se fosse o que eu não escolhi tinham outra promoção.
E continuei com as escolhas… Se eu quiser uma pizza personalizada é só seguir os passos! Escolho a massa, escolho o tamanho, escolho o molho, escolho os ingredientes (até tenho um ingrediente especial!) e quase que lhe consigo dar o meu nome!
Claro que com tanta informação, da próxima vez que ligar para lá basta dar o meu número de telefone que já sabem como eu me chamo! E não é bom?! Ligar para a Telepizza e poder ser tratada pelo nome próprio! Fantástico! Até já na Telepizza existe personalização!!!
Ora então… Se me registar na Amazon.com também sou tratada pelo meu nome e recebo informações sobre os meus gostos pessoais. Se me registar na American Air Lines também sou tratada pelo nome e ainda recebo newsletters e e-mails com promoções sobre os meus destinos preferidos. Só que antes de me registar em qualquer site que seja do meu interesse eu faço inúmeras escolhas de modo a que toda a informação que eu receba seja apenas aquela que eu gosto.
E assim vivemos na sociedade de informação. Uma sociedade em que se torna impreterível saber fazer uma escolha em função da informação recebida. Aquilo que nós vamos transformar em conhecimento, o nosso know-how é igual à pizza que nós fazemos. A nossa vivência, os nossos gostos, a nossa experiência vão determinar aquilo por que nós optamos!
Quanto mais informação recebemos, mais temos que escolher. Mas também só podemos escolher se estamos certos daquilo que procuramos e daquilo que queremos. Se eu gosto de bacon e queijo é óbvio que vou encomendar uma pizza só com extra queijo e bacon. Não tenho necessidade de escolher mais ingredientes. Os ingredientes estão lá. Eu já provei e sei que não gosto. Mas talvez um dia possa vir a gostar ou a precisar deles. É tal e qual a sociedade de informação. Os dados estão lá, a matéria prima está lá. Eu só tenho que seleccionar, escolher aquilo que preciso para transformar em conhecimento. E é esse conhecimento que me vai fazer escolher aquela pasta de dentes, aqueles cereais, aquela marca de leite, aquele caminho para o trabalho ou para a faculdade.
Será que vivemos na “Sociedade da Telepizza”?!?
Ta tudo por aí. Ta tudo no menu. Podemos escolher o que quisermos. Depois só temos que saber como utilizar os ingredientes do conhecimento.