11 de Setembro de 1950????
Terrorismo é o uso de violência, física ou psicológica, por indivíduos, ou grupos políticos, contra a ordem estabelecida. Entende-se, no entanto, que uma dada ordem pública também possa ser terrorista na medida em que faça uso dos mesmos meios, a violência, para atingir seus fins.
11 de Setembro de 1950????
A sociedade em que hoje vivemos não é a mesma de há 50 anos atrás. Passámos para a sociedade de informação onde a rapidez prima na vida do quotidiano. A pressa é o mote de todos os dias. Assim sendo, a adaptação a este tipo de vida é mais fácil para uns do que para outros. E é na facilidade que conseguimos distinguir aqueles que fazem a Sociedade de Informação.
Os telemóveis, a Internet, os computadores e os jogos são os principais instrumentos desta sociedade. Quem se adaptar a eles e conseguir conviver, bem, na sua “presença”, consegue sobreviver nesta sociedade. Mas não são só aspectos positivos que derivam desta sociedade. Os perigos que dela advêm também são muitos e muito perigosos. A privacidade, o controlo das pessoas, a própria mobilidade de cada um de nós pode, eventualmente ser controlada. Mas da mesma maneira que a nossa vida pode ser controlada pode, também, ser enganada. Ou melhor, com os devidos conhecimentos eu posso enganar quem eu quero.
E esses conhecimentos são muito fáceis de obter uma vez que na Internet eu posso encontrar mil e um artigos sobre mil e um temas! Com um jogo de computador eu posso aprender a pilotar um avião, mas se for a um simulador (até mesmo num salão de jogos públicos) eu posso ter uma sensação ainda mais real do que é pilotar um avião; posso comunicar através de emails sem ser detectado; posso comprar vários telemóveis (dada a oferta existente) para não utilizar sempre o mesmo; consigo criar uma entidade completamente diferente da minha para que ninguém saiba que sou eu…posso fazer praticamente tudo o que quiser.
Com certeza também posso utilizar todos estes meios para fazer mal a alguém, individual ou colectiva, sem ser apanhada.
E é esta nova era de assaltos, chantagens, crimes, terrorismo que vamos ter que aprender a lutar. O que se torna extremamente difícil. É impossível controlar tudo o que se passa no mundo cibernáutico. E é fácil aproveitar essas falhas quando se quer fazer algo de muito mau. E foi isso que nos trouxe, ou que nos abriu os olhos os ataques as Torres Gémeas na metrópole mais famosa do mundo. E nasce, mesmo à nossa frente, um “novo” terrorismo.
Apesar de todas as diferenças de religiões, de comportamentos, de vidas e vivências, a tecnologia pode ser aproveitada por todos. Além de estar acessível a todos nós cada um pode fazer dela o que bem entender porque não há controlo, nem segurança nem vigilância. E como não existe nada disto conseguiu-se fazer um “11 de Setembro”.
No ano de 2001 a Internet estava a começar a dar a volta. Depois do rebentar da bolha, os negócios começam a crescer outra vez e a Internet recomeça a dar lucros. Mas esses lucros foram aproveitados em benefício de uma causa diferente da causa que move os ocidentais. Al Quaeda, Ossama Bin Laden, Afeganistão, são nomes que começam a surgir nas nossas casas de uma maneira muito agressiva. Mas eles sempre lá estiveram! Simplesmente agora, utilizaram as ferramentas de que os ocidentais tanto se vangloriavam, e utilizam-nas contra a maior potência de mundo. Uma potência inabalável que se demonstrou fraca perante os perigos da tecnologia.
Com certeza que há 50 anos atrás um ataque desde género não teria sido possível, pelo menos com tanta precisão. Ou talvez fosse mas demoraria mais tempo a preparar e talvez fosse mais fácil apanhar os culpados. Aquilo que as tecnologias permitiram de bom depois dos ataques, fez com que duas estruturas caíssem por terra, em cinzas. Mas não foram só essas estruturas físicas, de betão, de pedra e cimento que foram abaladas. Foi toda uma filosofia de vida, toda uma economia, toda uma sociedade que muda, completamente, a sua maneira de pensar. As tecnologias transformaram a sociedade. Tornaram muitas coisas possíveis, aproximaram pessoas e até cidades; facilitaram a economia e a governação dos países, mas dificultaram o controlo das informações que passam na sociedade em rede. Em rede… uma informação leva a outra, um site leva a uma comunidade, uma comunidade leva a um chat, um chat leva a uma conversa, uma conversa leva a um encontro e um encontro pode levar a muitas coisas.
Aquilo a que assistimos foi a um “aprumo” no pensamento. Se no início as tecnologias só traziam aspectos positivos, a partir deste 11 de Setembro muitos outros podem surgir (como aconteceu por exemplo em Madrid) sem ninguém se dar conta.
A informação está toda no ar. Ela existe. É palpável. Mas está incluída numa imensidão de dados que só nas mãos das pessoas certas surte efeito. Ficou provado que todas as sociedades são Titanics, todas elas se podem afundar sem nunca se darem conta…
11 de Setembro de 1950????
A sociedade em que hoje vivemos não é a mesma de há 50 anos atrás. Passámos para a sociedade de informação onde a rapidez prima na vida do quotidiano. A pressa é o mote de todos os dias. Assim sendo, a adaptação a este tipo de vida é mais fácil para uns do que para outros. E é na facilidade que conseguimos distinguir aqueles que fazem a Sociedade de Informação.
Os telemóveis, a Internet, os computadores e os jogos são os principais instrumentos desta sociedade. Quem se adaptar a eles e conseguir conviver, bem, na sua “presença”, consegue sobreviver nesta sociedade. Mas não são só aspectos positivos que derivam desta sociedade. Os perigos que dela advêm também são muitos e muito perigosos. A privacidade, o controlo das pessoas, a própria mobilidade de cada um de nós pode, eventualmente ser controlada. Mas da mesma maneira que a nossa vida pode ser controlada pode, também, ser enganada. Ou melhor, com os devidos conhecimentos eu posso enganar quem eu quero.
E esses conhecimentos são muito fáceis de obter uma vez que na Internet eu posso encontrar mil e um artigos sobre mil e um temas! Com um jogo de computador eu posso aprender a pilotar um avião, mas se for a um simulador (até mesmo num salão de jogos públicos) eu posso ter uma sensação ainda mais real do que é pilotar um avião; posso comunicar através de emails sem ser detectado; posso comprar vários telemóveis (dada a oferta existente) para não utilizar sempre o mesmo; consigo criar uma entidade completamente diferente da minha para que ninguém saiba que sou eu…posso fazer praticamente tudo o que quiser.
Com certeza também posso utilizar todos estes meios para fazer mal a alguém, individual ou colectiva, sem ser apanhada.
E é esta nova era de assaltos, chantagens, crimes, terrorismo que vamos ter que aprender a lutar. O que se torna extremamente difícil. É impossível controlar tudo o que se passa no mundo cibernáutico. E é fácil aproveitar essas falhas quando se quer fazer algo de muito mau. E foi isso que nos trouxe, ou que nos abriu os olhos os ataques as Torres Gémeas na metrópole mais famosa do mundo. E nasce, mesmo à nossa frente, um “novo” terrorismo.
Apesar de todas as diferenças de religiões, de comportamentos, de vidas e vivências, a tecnologia pode ser aproveitada por todos. Além de estar acessível a todos nós cada um pode fazer dela o que bem entender porque não há controlo, nem segurança nem vigilância. E como não existe nada disto conseguiu-se fazer um “11 de Setembro”.
No ano de 2001 a Internet estava a começar a dar a volta. Depois do rebentar da bolha, os negócios começam a crescer outra vez e a Internet recomeça a dar lucros. Mas esses lucros foram aproveitados em benefício de uma causa diferente da causa que move os ocidentais. Al Quaeda, Ossama Bin Laden, Afeganistão, são nomes que começam a surgir nas nossas casas de uma maneira muito agressiva. Mas eles sempre lá estiveram! Simplesmente agora, utilizaram as ferramentas de que os ocidentais tanto se vangloriavam, e utilizam-nas contra a maior potência de mundo. Uma potência inabalável que se demonstrou fraca perante os perigos da tecnologia.
Com certeza que há 50 anos atrás um ataque desde género não teria sido possível, pelo menos com tanta precisão. Ou talvez fosse mas demoraria mais tempo a preparar e talvez fosse mais fácil apanhar os culpados. Aquilo que as tecnologias permitiram de bom depois dos ataques, fez com que duas estruturas caíssem por terra, em cinzas. Mas não foram só essas estruturas físicas, de betão, de pedra e cimento que foram abaladas. Foi toda uma filosofia de vida, toda uma economia, toda uma sociedade que muda, completamente, a sua maneira de pensar. As tecnologias transformaram a sociedade. Tornaram muitas coisas possíveis, aproximaram pessoas e até cidades; facilitaram a economia e a governação dos países, mas dificultaram o controlo das informações que passam na sociedade em rede. Em rede… uma informação leva a outra, um site leva a uma comunidade, uma comunidade leva a um chat, um chat leva a uma conversa, uma conversa leva a um encontro e um encontro pode levar a muitas coisas.
Aquilo a que assistimos foi a um “aprumo” no pensamento. Se no início as tecnologias só traziam aspectos positivos, a partir deste 11 de Setembro muitos outros podem surgir (como aconteceu por exemplo em Madrid) sem ninguém se dar conta.
A informação está toda no ar. Ela existe. É palpável. Mas está incluída numa imensidão de dados que só nas mãos das pessoas certas surte efeito. Ficou provado que todas as sociedades são Titanics, todas elas se podem afundar sem nunca se darem conta…

1 Comments:
Gostei. Mais factual e melhor fundamentada que uma simples crónica de opinião.
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